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'Me arrependo todo dia', diz Monica Lewinsky sobre envolvimento com Bill Clinton

'Me arrependo todo dia', diz Monica Lewinsky sobre envolvimento com Bill Clinton


A ex-estagiária da Casa Branca e pivô de um escândalo sexual, Monica Lewinsky, confessou que se "arrepende" todos os dias de ter se envolvido com o ex-presidente Bill Clinton. Suas declarações chegam há poucos dias da eleição presidencial nos Estados Unidos, em que a ex-esposa de Clinton, Hillary, concorre contra Donald J. Trump.

  Imagem: Monica Lewinsky


"Com 22 anos me apaixonei pelo meu chefe [Bill Clinton] e, aos 24 anos, descobri as consequências devastadoras. Não fico um dia sem que isso volte à mente, o meu erro, e me arrependo profundamente", disse Lewinsky em uma conferência publicitária em Sydney, na Austrália.

Com 43 anos de idade hoje, Lewinsky participa de uma campanha contra o cyberbullying e relembra as ofensas que recebeu nos anos 1990 que quase a fizeram cometer suicídio.
Hillary era esposa de Bill Clinton na época do escândalo com Lewinsky e sua equipe de campanha se opõe a aparições em público da mulher.

Há dez dias, uma pesquisa de intenções de voto colocou Hillary Clinton a 11 pontos percentuais a frente do republicano Donald J. Trump na corrida eleitoral. A pesquisa, elaborada pela rede de televisão norte-americana NBC News, em parceria com The Wall Journal informa que Hillary está com 48% da preferência do eleitorado contra 37% de Trump. As eleições serão no dia 8 de novembro.

Vazamentos de emails

Na semana passada, o Wikileaks divulgou um novo lote de e-mails hackeados da conta de John Podesta, chefe da campanha à presidência dos EUA da democrata Clinton. As revelações não param de surgir no site, que promete divulgar milhares de outros e-mails até o dia das eleições presidenciais, 8 de novembro.

A equipe de campanha de Hillary, porém, tem se irritado com os vazamentos do WikiLeaks e acusado hackers russos de estarem por trás disso, já que Moscou prefere Trump.

A divulgação motivou o governo dos EUA a pressionar o Equador a cortar o acesso à Internet em sua embaixada em Londres, onde o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, está refugiado.

Questionado sobre a veracidade dos e-mails, o chefe da campanha de Clinton fugiu pela tangente e não classificou as correspondências como falsas.