EXCLUSIVO: Professor é afastado de escola após reportagem do Boas Escolhas

EXCLUSIVO: Professor é afastado de escola após reportagem do Boas Escolhas


Brasil – outubro de 2016


Um professor de português de escola pública foi afastado da função por ter enviado um vídeo pornográfico para uma aluna. A Secretaria de Educação protocolou, na última quinta-feira, processo administrativo disciplinar contra o docente para apurar desvio de conduta. O educador mandou as imagens para o celular da adolescente, de 16 anos, no domingo. Um dia depois, ela denunciou o caso à direção. Na terça-feira, o servidor esteve no colégio. Em protesto, uma turma se retirou assim que ele entrou na sala de aula.


Apesar de abalada com a repercussão da história, a vítima se sentiu apoiada pelos colegas. No entanto, houve quem defendesse o professor: para alguns, o vídeo foi enviado por engano, uma vez que, logo após a entrega, ele pediu desculpas e alegou ter se confundido. Porém, o Boas Escolhas teve acesso ao diálogo completo. A conversa dá a entender que o educador insiste em enviar o material à jovem a título de ''desabafo''. Ele justificou que amigos encaminharam o vídeo como se fosse da ex-mulher dele.

Constrangida, a menina salvou as conversas e o denunciou. A família foi chamada pela direção, que comunicou o episódio e o afastamento do professor. 

À reportagem, a adolescente explicou que o professor, de 56 anos, tem o número de celular de diversos alunos por causa de projeto de monitoria. ''Achei estranho quando ele começou a me chamar de linda e coisas assim. Depois, ele me ofereceu biquínis e queria me encontrar em um clube para entregar os presentes'', relatou. Quando ele disse que havia comprado o traje de banho, ela se assustou e sugeriu que o deixasse no colégio. Em seguida, o professor mandou foto de lingerie, além do detalhe de uma mulher seminua, perguntando se poderia acrescentar calcinhas e sutiãs ao pacote.

Por e-mail, a Secretaria de Educação confirmou que o educador pediu licença na quinta-feira, alegando motivos particulares. A reportagem pediu entrevista com a direção do colégio, mas, por meio da assessoria de Comunicação do órgão, os representantes da escola informaram que não se manifestariam.

O caso provoca reflexão sobre os limites entre educadores e alunos nas redes sociais. Para especialistas, as novas tecnologias alteraram a forma tradicional de educação em sala de aula, mas é preciso estabelecer regras e manter o respeito.