Estudante brasileiro visita NASA e tem missão virtual no planeta Marte

Estudante brasileiro visita NASA e tem missão virtual no planeta Marte


Educação – outubro de 2016


''Nós aprendemos muita coisa em pouco tempo. Em três dias nós aprendemos a programar um robô e o básico de robótica, como programar um carrinho que anda pela superfície de Marte, então foi uma experiência inesquecível'', conta o estudante Guilherme Saraiva Barbosa de Oliveira, de 13 anos. Ele ganhou neste mês uma viagem para conhecer a Agência Espacial dos Estados Unidos, a NASA.

  Imagem: Guilherme durante aula de robótica na Jornada Internacional de Ciência e Tecnologia


O adolescente ainda participou de uma missão virtual no planeta Marte, a Expedititon to Mars, que mostrava a superfície do planeta em alta resolução.

''É uma realidade virtual mais avançada que permite que a gente veja como é a superfície de Marte. Era muito interessante, porque a câmera mostrava vários ângulos e também aproximada em alguns detalhes que fossem curiosos. Essa foi uma das experiências mais legais'', comemora.

Bolsa

O estudante de Campinas (SP) ganhou uma bolsa, por meio de uma seleção, para participar da Jornada Internacional de Ciência e Tecnologia, na Flórida, nos Estados Unidos neste mês.

Durante os cinco dias de viagem, o jovem conheceu de perto a base de lançamento de foguetes da agência mundialmente conhecida e teve aulas sobre robótica, física e engenharia.

''Eu estava curioso para conhecer a NASA e nós tivemos uma explicação mais profunda de como as coisas acontecem por lá. As atividades eram muito mais práticas do que teóricas, então conseguimos programar robôs durante as aulas'', explica o adolescente.

As atividades eram coordenadas por astronautas, físicos e pesquisadores da instituição.

Durante as aulas práticas, o jovem brasileiro teve a oportunidade de aprender a programar robôs espaciais.

''A gente aprendeu a programar uma garra que conseguia pegar pedras e lançá-las para o outro lado. Programamos um carrinho que andava na superfície de Marte e também juntamos os dois robôs em um só, o carrinho e a garra''.

Astronautas

Durante a Jornada, Guilherme teve a oportunidade de conhecer astronautas, que contaram um pouco mais sobre a profissão. Além disso, viu de perto o Ônibus Espacial Atlantis, que já participou de uma missão espacial e, segundo ele, foi uma visita inesquecível.

''Quando nós fomos ver o Atlantis, tinha uma costureira no local e nós descobrimos que tinha algumas partes do ônibus espacial que era toda costurada à mão. Isso, para mim, foi muito curioso'', relata.

  Imagem: Mark Charles Lee, ex-astronauta e Guilherme Saraiva Barbosa de Oliveira


Furacão

A Jornada ocorreu na primeira semana do mês de outubro, a mesma em que passou o Furacão Matthew pelos Estados Unidos. Segundo Guilherme, foi uma experiência nova conviver com aquela realidade.

''Durante o furacão eles mandavam comida no hotel para que a gente não saísse. Nós fizemos algumas atividades no hotel, com os robôs que programamos e foi tudo adaptado, então foi bem interessante'', conta.

Pré-requisitos

Para participar da Jornada Internacional de Ciência e Tecnologia eram exigidos alguns pré-requisitos, como excelentes notas em matemáticas e biologia, assim como fluência no inglês, mesmo com a pouca idade dos jovens.

Ao todo, 30 jovens brasileiros participaram da Jornada. E, para Guilherme, a experiência serviu, também, para conhecer novas pessoas e adquirir novas experiências.

''No começo foi difícil conversar com as pessoas, mas chegando nos Estados Unidos começamos a conversar mais uns com os outros. Então, a viagem também me deu grandes amigos'', conta.


Sob a supervisão de Luciano Calafiori