Entenda o que é homofobia e como combatê-la

Entenda o que é homofobia e como combatê-la


 Atualizado em novembro de 2016


A homossexualidade no Brasil

Segundo uma estimativa divulgada pelo Superior Tribunal de Justiça, quando da liberação da união estável para casais homoafetivos, cerca de 18 milhões de brasileiros são homossexuais. Isso corresponde a 9% da população do país.

Os dados foram levantados pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, a ABGLT. Já o Censo do IBGE, realizado em 2010, aponta que existem cerca de 60 mil casais homossexuais no país vivendo como cônjuges. Considerando que o Brasil só liberou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2013, os números devem aumentar na próxima pesquisa.


É uma parcela muito significativa da sociedade brasileira que se relaciona com pessoas do mesmo sexo. Significativa demais para seguir sofrendo ataques preconceituosos, que não são considerados crimes pela Constituição Federal. Os altos índices colocam o Brasil no topo do ranking mundial de violência por preconceito sexual, conforme o Grupo Gay da Bahia, que monitora essa realidade há 30 anos.

O que é homofobia e como combatê-la

As ações de agressão, que podem levar à morte da vítima, são os casos mais disseminados e impactantes de preconceito. Mas o que é homofobia de verdade? Ela se resume aos ataques nas ruas? A resposta é não. A segregação, a repressão, a opressão, a discriminação e a ridicularização da identidade sexual de uma pessoa são tão graves quanto qualquer violação física.

Prova de que a homofobia acontece aos poucos todos os dias é que, segundo o Relatório da Violência Homofóbica, 59% dos suspeitos de agressão são conhecidos das vítimas. Pais, mães, amigos, irmãos e vizinhos são os principais da lista.


Prevenir um tipo de ataque que sequer deveria existir é complicado, mas é possível. A redução da homofobia mora nos detalhes. Tratar um homossexual de forma diferente apenas porque ele tem uma orientação sexual que não é igual à sua não faz sentido. Os gays e as lésbicas percebem quando você muda a postura só por estar diante deles. É hora de repensar.

Contatos físicos com homossexuais, como apertos de mão e abraços de cumprimento, não farão com que eles se sintam atraídos por você. Portanto, sem medo ou receio. São pessoas como quaisquer outras e merecem o mesmo tipo de respeito. As preferências sexuais deles não têm relação com você, então não se preocupe com elas.

O mesmo vale para as piadas de humor sarcástico e preconceituoso. Faça mais que simplesmente evitar falar sobre o assunto na presença de homossexuais. Brincadeiras desrespeitosas são homofobia em qualquer situação. Portanto, não faça. Não há razão para satirizar uma pessoa por uma condição que é biológica e natural.

A sociedade, de modo geral, hostiliza a homossexualidade e trata essa condição como algo atípico e problemático. Quem tem preconceito contra a população LGBT é fruto de uma história que costuma tratar gays, lésbicas e tantas outras orientações de gênero por apelidos ofensivos. Um erro grave.

Cada preferência sexual tem uma terminologia definida para que você não precise fazer uso de quaisquer palavras desagradáveis.

Se você ainda se pergunta o que é homofobia, entenda: ela é a expressão mais hostil de um preconceito infundado. É a hostilização de uma condição que é natural e comum, de amores e relações tão legítimos quanto todos os outros. Lutar contra a homofobia e combater o próprio preconceito é compreender que a única condição que importa é a de ser humano.