O você que precisa saber sobre a vida de Frida Kahlo

O que você precisa saber sobre a vida de Frida Kahlo


Frida Kahlo foi uma artista mexicana que, com o passar dos anos, ganhou muito destaque dentro do universo artístico. Até o dia 10 de janeiro de 2016, a exposição Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México estará em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, possibilitando que o público conheça alguns aspectos sobre Kahlo, bem como das outras surrealistas mexicanas homenageadas, como Remedios Varo e María Izquierdo.

Já parou para pensar o que você sabe sobre Frida Kahlo? A fim de criar um guia de tópicos essenciais sobre a vida e obras da pintora, o Boas Escolhas conversou com a curadora da exposição Teresa Arqc e a coordenadora da Ação e Pesquisa Educativa do Instituto Tomie Ohtake Galciani Neves.

Confira abaixo:




A artista tinha uma personalidade marcante

Segundo Galciani, ''Frida foi uma personagem contraditória, cheia de características e aspectos que reforçavam as dualidades, assim como o contexto do México na época''. O período foi marcado por grandes transformações, já que houve uma forte revolução popular e a maior discussão da época era a identidade do sujeito mexicano, entrando em consonância total com as ambiguidades da artista projetadas nas telas.

Teresa enfatizou que a identidade da personagem estava em constante mudança. Era uma mulher livre e única, pioneira em muitos sentidos. ''A vida de Kahlo não se resumia a dor e sofrimento: também havia paixão, celebrações, amigos e muito amor pelo México'', sendo essas as características essenciais da personalidade.

O trabalho dela estava conectado com a arte

Para Arqc, ''Frida desenvolveu um estilo único e fez um trabalho incomum criando autobiografias narradas. Ela pintava a própria realidade, os sentimentos, as dores e cruzava a linha entre o público e o íntimo''. A curadora afirmou que essa característica pode ser uma das mais importantes para fazer com que o público sinta empatia pelas obras.

Galciani compartilha da mesma visão: ''nós nos reconhecemos e identificamos na pluralidade de personalidades das obras de Frida''. Ela contou que os autorretratos costumam ser considerados produções em si mesma das, com uma poética egocêntrica, se analisadas de maneira mais superficial. No entanto, mostravam uma mulher engajada, lutando pelos direitos e envolvida com a cultura. ''Existem muitas camadas nas obras de Frida, muitas 'Fridas' que convivem juntas e estão ali autocontidas'', afirmou.

Qual é a obra imperdível da exposição?

Para Galciani, a litogravura ''Frida e o aborto'' é a obra imperdível da exposição, sendo que muitas vezes os visitantes não prestam muita atenção nela por ter sido feita em papel e em preto e branco. ''É uma obra que fala um pouco da ambiguidade de todos esses seres tão diferentes contidos na Frida'', justifica a escolha.


Ao analisar a obra, Galciani explica que ''de um lado Frida se representa de corpo nu quase como um desenho de anatomia. Colocou-se ligada a terra, à raiz, à cultura e é como se saísse das suas costas um vulto de um braço que segura uma paleta de cores. Na outra metade, tem uma Frida mais límpida, mais clara, com menos detalhes, mas ao lado dela, há uma representação celular de um zigoto, até de uma criança''. A obra deixa claro uma mulher dividida. Galciani conta que ''Frida era uma mulher ligada às raízes, mas que vive o drama de ter sofrido – ou provocado – três abortos''.




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