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Direitos Humanos: Entenda o que NÃO deve ser feito na redação do Enem

Direitos Humanos: Entenda o que NÃO deve ser feito na redação do Enem


Em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O objetivo era oficializar perante aos países e às leis os direitos considerados inerentes a todos os seres humanos, independente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma ou qualquer outro tipo de condição. Segundo a ONU, os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, a livre expressão e opinião, o direito ao trabalho e à educação, entre outros.

Na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o aluno que desrespeitar os direitos humanos em seus argumentos e proposta de intervenção terá seu texto zerado pelo corretor da prova. Fazer comentários politicamente incorretos e desrespeitosos também pode prejudicar o resultado final do exame.

Pensando nisso, o Boas Escolhas conversou com a coordenadora de redação Gabriela de Araújo Carvalho, sobre o que o candidato não deve mencionar em sua prova, quando se trata de temas polêmicos e, principalmente, direitos humanos.




1. Não fira o direito à vida

''Qualquer argumento que envolva a morte, ou proponha a morte do próximo como solução para um problema não é uma opção para o Enem'', explica Gabriela. Discursos que envolvam extermínio, genocídio, morte ou tortura ferem um dos principais direitos humanos, que é o direito à vida.

2. Evite discursos de exclusão

Segundo a coordenadora, ''qualquer ideia que alimente a desigualdade e a exclusão sociais também não será tolerada''. Propor fechar fronteiras para refugiados ou separar as diferentes classes sociais são dois argumentos que podem render um zero na redação.

3. Não ataque as minorias

''Tudo que reforce qualquer tipo de segregação, seja de gênero, etnia ou de minorias, será ruim para o Enem'', explica. A coordenadora aconselha que o aluno utilize discursos relacionados com integração, união e sinergia.

4. Meio ambiente

Segundo Gabriela, além dos direitos humanos, os candidatos também devem ficar atentos às questões ambientais. O ideal é evitar ir contra os ideais de proteção da natureza. ''Quando se trata de questões relacionadas à água e ao lixo, por exemplo, o aluno deve focar em solucionar os problemas, sem fazer com que outro ambiente sofra'', explica. Como exemplo, a coordenadora cita as questões que envolvem o descarte e armazenamento do lixo. ''Propor despejar dejetos no meio do mar ou levá-los para outro país não são boas opções'', comenta.

5. Você é a mudança

Gabriela também aconselha que as soluções apresentadas na proposta de intervenção fiquem centralizadas nas pequenas ações do indivíduo e em como ele pode mudar o seu país. Culpar as autoridades por tudo não é uma boa saída. ''O governo também tem responsabilidades e é importante que o aluno argumente sobre elas, mas sem jogar toda a culpa para ele'', completa.