+A +/- -A

O que se sabe sobre a queda do avião em que estava Teori Zavascki

O que se sabe sobre a queda do avião em que estava Teori Zavascki


Atualizado em janeiro de 2017


O ministro Teori Zavascki e mais três pessoas morreram na queda de um avião, nesta quinta-feira (19), no litoral de Paraty, na região sul do Estado do Rio de Janeiro. Ainda não se sabe as causas do acidente. Veja o que já se sabe até agora sobre a tragédia:


  • Quem estava no avião

A aeronave transportava quatro pessoas. Até o momento, foi confirmado que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, 68, e Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, 69, dono do avião e do Hotel Emiliano, em São Paulo, estavam a bordo, o piloto Oscar Rodrigues, 53, e uma babá – cuja identidade não foi revelada.

  • Alguém sobreviveu?

De acordo com o Grupo Emiliano, Zavascki, Filgueiras e Rodrigues foram retirados sem vida da aeronave. Uma mulher que estava no avião sobreviveu ao desastre, mas morreu afogada. Os mergulhadores caíram no mar em busca de sobreviventes cerca de 40 minutos depois do acidente. A mulher – cuja identidade não foi revelada – estava viva e batia no vidro. Os bombeiros não conseguiram socorrê-la a tempo.


Não há (até o momento) outras informações sobre os passageiros do avião ou confirmação de uma possível quinta vítima.

  • Como foi o acidente

Segundo a assessoria de imprensa da FAB, o avião de modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM, saiu do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, às 13h (horário de Brasília). De acordo com funcionários do aeroporto de Paraty, a aeronave caiu no mar por volta das 13h30, momento em que chovia na região.

O aeroporto de Paraty teria dado a permissão para o pouso da aeronave. No entanto, a instabilidade do tempo poderia ter prejudicado a aterrissagem do avião, que caiu a 2 km da pista do aeroporto.

A baixa visibilidade, causada pela chuva, pode ter contribuído para a queda do avião. O aeroporto de Paraty não conta com equipamentos para pouso por instrumentos. Assim, o piloto precisa se localizar e fazer toda a aproximação por meio de contato visual com a pista.

De acordo com os regulamentos de tráfego aéreo brasileiro, o pouso visual só pode ser feito com uma visibilidade horizontal mínima de 5 km e teto de 300 metros. Se as condições do tempo estiverem pior do que esse mínimo, os pousos não podem ser feitos.

No caso do aeroporto de Paraty, no entanto, não é possível determinar com precisão quais eram as condições de teto e visibilidade no momento do acidente. O aeroporto não tem torre de controle, tampouco uma estação meteorológica. Nesse caso, a decisão sobre se há condições ou não para o pouso cabe ao piloto do avião.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o avião da Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleira estava regular.


  • A quem pertencia a aeronave

O empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras era o dono do avião registrado em nome da própria empresa Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleira. A rede de hotéis de luxo conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

  • Quem socorreu

A Marinha, por meio do Comando do 1º Distrito Naval, informou que tomou conhecimento por volta das 13h45 da queda da aeronave. Imediatamente, a Agência da Capitania dos Portos em Paraty enviou ao local do acidente uma equipe, a fim de prestar apoio na busca aos tripulantes da aeronave.


No momento, 50 militares e três embarcações da Marinha do Brasil estão envolvidos nas buscas, além da equipe dos Bombeiros do estado do Rio de Janeiro e de barcos pesqueiros. O Navio Patrulha Oceânico "Amazonas" irá para o local do acidente.

De acordo com a prefeitura de Paraty, ainda chove forte na região. Os Bombeiros informaram que o avião caiu a menos de 2 quilômetros do centro histórico da cidade.