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Em resposta a Trump, Starbucks diz que contratará 10 mil refugiados

Em resposta a Trump, Starbucks diz que contratará 10 mil refugiados


Atualizado em janeiro de 2017


O presidente da rede de cafés Starbucks, Howard Schultz, disse que contratará 10 mil refugiados ao longo de cinco anos em 75 países. A declaração, feita neste domingo (29), acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, barrar a entrada de refugiados de sete países de maioria muçulmana.


Schultz também disse que caso a reforma de saúde aprovada pelo ex-presidente Barack Obama, conhecida como "Obamacare", seja revogada, os funcionários da rede que perderem a cobertura poderão ser readmitidos no plano de saúde da companhia, e reafirmou seu compromisso de comércio com o México.

Desmontar o Obamacare e impor tarifas sobre importações do México para financiar um muro na fronteira entre os dois países foram algumas das medidas anunciadas pela Casa Branca na última semana.

Por meio de uma ordem executiva, Trump instituiu um congelamento de quatro meses nas autorizações de entrada de refugiados nos EUA e impediu a entrada de viajantes da Síria e outros seis países, sob a justificativa de proteger o país contra ataques terroristas.

A medida despertou críticas em todo o mundo, revolta de ativistas de direitos civis e questionamentos legais.

Em uma carta, Shultz disse aos empregados da Starbucks que ele iria fazer tudo o possível para apoiar os funcionários afetados.