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Brasileira presa nas Filipinas por tráfico de drogas teme a pena de morte

Brasileira presa nas Filipinas por tráfico teme a pena de morte


Atualizado em janeiro de 2017


A auxiliar de escritório Yasmin Fernandes Silva, de 20 anos, está presa há mais de três meses em um dos países mais rigorosos do mundo no combate ao tráfico de drogas. Ela foi flagrada em outubro com seis quilos de cocaína no aeroporto de Manila, nas Filipinas.


À polícia, Yasmim confessou que levava a droga – avaliada pelas autoridades locais em cerca de R$ 2 milhões – porque precisava de dinheiro.

Apesar de estar sujeita a penas de até 40 anos de prisão, a jovem brasileira ainda corre o risco de ser executada. Isso porque o presidente do país, Rodrigo Duterte, apertou o cerco contra traficantes e luta para restabelecer a pena de morte.

''A situação dela é difícil, provavelmente ela será usada como um dos exemplos de estrangeiros que chegam ao país e há uma necessidade aos olhos do governo filipino em demonstrar ou desestimular que estrangeiros pratiquem esse tipo de ato no território deles'', explica o advogado, Manuel Furriela.

Água suja e saúde debilitada

Yasmin morava com a avó materna em uma casa humilde na zona norte de São Paulo e há um ano foi morar em Goiânia, onde, de acordo com a família, se envolveu com criminosos.

''É uma menina decidida, esforçada, trabalhadora, mas se envolveu com pessoas com quem não deveria se envolver'', conta a avó.

A família da jovem relata ainda que ela está sofrendo na cadeia. ''Lá eles não dão nada; a água é suja, tem que comprar água para ela beber; ela está com a saúde debilitada porque tem bronquite'', acrescenta.

O caso da jovem, que não tinha antecedente criminal no Brasil, era mantido em sigilo pela diplomacia brasileira. Ela havia partido do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo com escala em Dubai.

No mesmo mês, outros três jovens de outras nacionalidades que fizeram a mesma viagem acabaram presos. A suspeita é de que tenham sido cooptados pela mesma quadrilha.

Brasileiros executados

O caso se assemelha aos dos brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte, executados em 2015 na Indonésia, após serem presos por tráfico de drogas. A diplomacia brasileira não conseguiu evitar a sentença capital.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) diz que Yasmin está recebendo assistência consular e conta com o apoio de advogado. Ainda segundo o advogado, apesar do acompanhamento, é pouco provável que a Yasmin seja enviada de volta ao Brasil.

''Não podemos esperar que ela venha a ser inocentada ou que cumpra penas menos severas do que aquelas que tem sido praticadas em relação aos traficantes filipinos em geral'', pontua Furriela.