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Cinco chefes reais, temperamentais e seus alteregos na ficção

Cinco chefes reais, temperamentais e seus alteregos na ficção


O Mr. Scrooge, personagem principal do filme "Conto de Natal", de Charles Dickens, é um dos símbolos de um chefe ruim: ele é extremamente ambicioso, egocêntrico, sádico e pensa apenas nos resultados, a ponto de passar por cima do bem estar dos seus funcionários.




Esse perfil não é encontrado somente nos filmes. Muitos profissionais são obrigados a conviver com líderes temperamentais e muitos deles são bem famosos; o site Career Builder listou alguns chefes famosos nos Estados Unidos por seus gênios um tanto difíceis e seus similares na ficção. Confira:

1. Leona Helmsley – Miranda Priestly


Embora sempre fotografada em festas da alta sociedade com roupas luxuosas e joias preciosas, foi apelidada de "Rainha da Avareza" pela mídia, Leona Helmsley, que morreu em 2007, era famosa por tratar muito mal os funcionários da rede Helmsley Hotel, e também por ser extremamente perfeccionista.

Ela abusava verbalmente de seus trabalhadores e os demitia por pequenos erros. E a sua história não parou por aí: ela também foi acusada de extorquir os funcionários e parceiros de negócios.

Sua similar na ficção é Miranda Priestly, do filme "O Diabo Veste Prada". Como editora-chefe de uma revista de moda ao estilo da Vogue, o objetivo final de Miranda era a perfeição e, como Leona, era dada a ataques e costumava humilhar seus funcionários e parceiros, incutindo temor em todos aqueles que cruzavam seu caminho.

2. Donald Trump – Montgomery Burns


Um empresário de sucesso, sem dúvida, mas longe de ser considerado o chefe do ano. Donald Trump tem a reputação de demitir seus funcionários publicamente e usar truques de marketing.

Seu similar seria Montgomery Burns, do seriado de TV "Os Simpsons". Ambos construíram sua fortuna seguindo os passos de seus pais, superando uma falência e, hoje, provavelmente, ganham mais dinheiro do que todos os seus empregados em conjunto. Assim como Burns, que tem como braço direito o assistente Waylor Smithers, Trump conta com ajuda de George H. Ross.

3. Ken Lay – Gordon Gekko


O ex-presidente da Enron – falecido em 2006 – assegurou várias vezes a seus funcionários que a segurança financeira da empresa estava intacta, quando sabia que acontecia justamente o oposto. Sabendo que a liquidez da Enron não estava nem perto de ser sólida, Lay vendeu 918.000 ações da empresa no período de agosto até o fim de outubro de 2001.

Em Hollywood, Lay pode ser comparado com Gordon Gekko, do filme "Wall Street", que simbolizava na década de 1980 o alto custo pago pela ganância. No filme, quando trabalhava como corretor da Bolsa de Valores, Gekko só se preocupava em se dar bem e salvar sua pele, e acaba se envolvendo em um negócio que vai custar o emprego de milhares de pessoas.

4. Jim Bakker – Warden Norton


Em 1987, o famoso pastor e dono da bem-sucedida rede de TV PTL ("Pray the Lord'') levava com sua esposa uma vida de luxo inimaginável para o dono de uma corporação sem fins lucrativos. Seus ativos incluíam um salário anual de US$ 200 mil para cada, uma mansão de US$ 600 mil em Palm Springs, quatro condomínios na Califórnia e um Rolls-Royce.

Quando os dados contábeis vieram à tona, revelaram que Bakker estava se apossando ilegalmente de uma grande soma de rendimentos vindos das ações da empresa, sendo acusado de fraude fiscal. Além disso, se viu envolvido em um escândalo após vir a público que subornou a ex-secretária para que ela guardasse silêncio sobre uma relação extraconjugal.

Na ficção, seu representante seria Warden Norton, do filme "The Shawshank Redemption" ("Um sonho de liberdade"). O diretor da Penitenciária Estadual de Shawshank, Warden Norton, embora religioso, passa a usar o jovem e bem-sucedido banqueiro Andy Dufresne, sentenciado a prisão perpétua, em operações de lavagem de dinheiro.

5. Naomi Campbell – Dr. Evil


Acostumada a ser o centro das atenções, a famosa modelo costumava usar o telefone como "arma", mas não com a intenção de se proteger. Em 2001, Simone Craig, assistente pessoal de Naomi na época, acusou a chefe de atirar um telefone celular em sua direção, acusação negada veementemente pela temperamental modelo.

Seus acessos de raiva e agressões começaram a vir à tona na imprensa, e, em 1998, ela se declarou culpada de bater em sua ex-assistente pessoal Georgina Galanis com um telefone, e concordou em ter aulas para controlar a raiva.

Dr. Evil, da franquia "Austin Powers", muito bem representa Naomi na ficção. Aspirante a dominador do mundo, o temperamental Dr. Evil está sempre pronto a fazer estranhas exigências aos membros de sua equipe. Quando seus desejos não são cumpridos, tem crises e desconta, demitindo e agredindo o encarregado do projeto.